Um feedback sobre Agile Brazil 2011 – Parte I
Posted in Continuous Delivery, Continuous Inspection, Kaban, Metodologia, SCRUM, tdd, testes on July 4th, 2011 by Luciano Castilhos – 8 CommentsO Evento
Eu tenho frequentado eventos sobre agilidade desde 2007, participando de pelo menos dois eventos por ano. O último que participei foi o Agile Brazil 2010 ocorrido em Porto Alegre. Apesar deste ter sido um evento excelente, confesso que este ano não estava com a mesma empolgação para encarar mais um evento sobre agilidade, pois achava que seria “mais do mesmo”. Entretanto, como os organizadores são bom agilistas, não esqueceram de um dos valores mais importantes de qualquer metodologia ágil: melhoria contínua.
O evento deste ano ocorreu na maravilhosa Fortaleza de 27/06 à 01/07. Como no ano passado, os dois primeiros dias foram reservados a cursos. As palestras começaram no dia 29/06. O evento ofereceu 3 keynotes sensacionais (um em cada dia), diversas palestras, workshops, tutoriais, lightning talks e alguns open spaces. Houve mais expositores nesta edição. Destaque para os stands da ThoughtWorks e da Microsoft. O kinect foi a sensação em diversos stands. Senti falta apenas de stands com venda de livros.
A estrutura do evento estava ótima. Bom coffee-break, spots para notebooks, uma “mini-central” de atendimento, achados e perdidos, etc. A organização registrava regularmente informações úteis e novidades via Twitter . Único ponto negativo ficou por conta dos dois stands maiores que ficaram bem no centro do salão principal dificultando, e muito, a circulação dos participantes. As salas das palestras eram ótimas. Todo palestrante tinha uma espécie de auxiliar para resolver eventuais problemas técnicos. Achei bastante interessante, não lembro de ter visto algo semelhante no evento de 2010.
Sem dúvida, a novidade que mais gostei foi a introdução de Lightning Talks (LT). LT é uma sessão divida em curtas apresentações de diversos temas. No Agile Brazil 2011, as sessões tinham mais ou menos 5 apresentações de 10 minutos. Em uma palestra tradicional, se esta não atender sua expectativa, você acaba perdendo aquele tempo. Tudo bem que você pode sair da palestra que não está gostando e ir para outra, mas não é bacana porque você acaba perdendo parte da palestra que entrou depois. Em um mesmo LT não existe, necessariamente, conexão entre os assuntos. Além disso, geralmente cada apresentação é feita por um palestrante diferente. Com isso, dificilmente você terá a sensação de tempo perdido em um LT. Além disso, em um evento como este, o que busco são pequenos insights para aplicar no meu dia-a-dia ou, então, saber como as pessoas resolvem um determinado problema. Não tenho a pretensão de sair de uma palestra dominando um tema. Neste contexto, penso que os LTs são mais eficientes. Então, a programação deveria ser composta apenas de LTs ? Não! Alguns assuntos merecem mais do que 10 minutos, porém poderia-se ter mais LTs o quê permitiria uma seleção melhor das palestras.
O que não gostei muito foi o excesso de palestras sobre TDD. Apesar deste ser um dos assuntos que mais aprecio, penso que deveria-se ter dado mais espaço a outros temas, até porque das 3 palestras que eu fui, duas estavam bem fracas. Por outro lado, não é de todo ruim, visto que TDD é essencial neste modelo de desenvolvimento de software e aqui no Brasil ainda existem dúvidas e muita resistência a este paradigma de programação.
Este post será dividido em três partes. Nesta primeira parte, falarei sobre os keynotes. Na segunda parte, abordarei as palestras e os lightning talks que assisti. Na terceira, e última parte, compartilharei minhas conclusões e sugestões para próxima edição.

